Pós-luxo com pé na areia

O novo Hotel Fasano Trancoso reúne 40 bangalôs cercados por 300 hectares de mata nativa, à beira da tranquila Praia de Itapororoca

fotos Daniel Pinheiro





A natureza é uma das grandes estrelas do novo Fasano Trancoso, inaugurado no fim de dezembro. O luxuoso hotel pé na areia fica à beira da quase intocada Praia de Itapororoca, inserido em um cenário de 300 hectares, 100 dos quais em uma área de preservação ambiental, cercado de mata nativa e animais silvestres. Um detalhe construído por mãos humanas, no entanto, divide esse protagonismo: um deque de madeira clara com 500 metros de comprimento – e quase 9.000 m² de área – atravessa a propriedade de ponta a ponta, reinando soberano entre os bangalôs e a praia propriamente dita. Este ponto focal, que poderia soar como um ruído, na verdade traz equilíbrio. “Fizemos esse deque a 1,5 m do solo da praia com dois objetivos: conservar a vida, que continua a acontecer debaixo dele, e oferecer aos hóspedes uma privilegiada vista da praia de qualquer ponto do deque”, conta o gerente-geral do hotel, Mety Ahmet Aricioglu, o turco mais brasileiro do litoral Sul da Bahia.













Sétimo hotel do grupo Fasano no Brasil, a unidade de Trancoso repete a parceria com o arquiteto Isay Weinfeld, cujo projeto reforça o DNA da marca com traços contemporâneos e design elegante, sem deixar de dialogar com a exuberante natureza ao redor. São 40 bangalôs com áreas entre 60 m² e 206 m², a maioria com vista da praia, incluindo opções com sala de estar e dois quartos. Grande parte das unidades tem terraço privativo no piso superior, com espreguiçadeiras, ombrelone e ducha. O decór das suítes transita no rústico-chique. Na varanda dos bangalôs, há mesa com cadeiras, rede e uma pequena ducha para lavar os pés, tudo cercado por um jardim repleto de vegetação nativa.  





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A entrada do spa

No deque ficam as duas piscinas, uma delas infantil, com espreguiçadeiras, ombrelones e serviço de bar. Numa das pontas do deque está o arejado restaurante, quase sem paredes: terraço e salão estão abertos para a piscina e a praia. Da cozinha do chef Zé Branco saem itens inspirados na culinária italiana, como o nhoque com vieiras e lulas douradas, e pratos regionais, a exemplo da perfumada moqueca de frutos do mar, dos camarões empanados em tapioca e dos miniacarajés. Uma boa dica é o restaurante da praia, espaço com cadeiras e almofadões espalhados à beira-mar, debaixo de uma amendoeira, e delícias à mesa, como os espetinhos de camarão, a lagosta na brasa e um gim-tônica com abricot nativo e espuma de gengibre. A experiência fica ainda mais especial com o set ao vivo da DJ Monika Boutike, que criou uma trilha descontraída e elegante para embalar as refeições.

O hotel oferece opções de lazer, como stand up paddle e canoa havaiana, e monitores infantis para atividades na área entre a piscina e o mar. Vale atravessar os 500 metros do deque, passando pelas vilas residenciais – são 23 casas com o mesmo conceito arquitetônico do hotel –, até o spa. Entre as terapias do espaço, destaca-se um ritual de relaxamento e beleza criado pela massoterapeuta Fabrícia Nogueira, inspirado na flor de Tiare, planta da Polinésia Francesa, da qual se extrai um óleo que auxilia na regeneração da pele e dos fios capilares.