4 hotéis que já foram hospitais

Antigas casas de saúde dão lugar a empreendimentos de luxo cheios de charme, requinte e história. Conheça 4 belos e interessantes hotéis que já foram hospitais

por Bruno Segadilha | fotos Divulgação





The Jaffa Hotel

Tel Aviv // Israel

Dono da RFR Holding, um dos principais grupos hoteleiros e imobiliários de Nova York, o empresário norte-americano Aby Rosen tinha o antigo desejo de investir em um empreendimento em Tel Aviv, mais especificamente no bairro Jaffa, um dos mais descolados da cidade. Encontrou em um antigo hospital do século 19 o lugar ideal para colocar seu sonho de pé. Com a ajuda do designer britânico John Pawson e do arquiteto israelense Ramy Gill, Aby realizou uma reforma no edifício que durou mais de dez anos, dando a ele ares contemporâneos, sem perder seus elementos históricos. A fachada exibe colunas em arco, traços neoclássicos presentes no edifício, e muitas das paredes internas, que ao longo dos anos receberam sucessivas camadas de reboco, foram raspadas para retomar seu aspecto antigo. Por isso é possível observar em lugares como a piscina e até mesmo no lobby, pedras usadas na construção original. Não espere, no entanto, um ambiente prosaico. Os 120 quartos e áreas comuns têm decorações modernas e cleans. Uma perfeita união entre passado e presente.  marriott.com





Hotel du Vin & Bistro

Birminghan //Reino Unido

Construído em 1884, o edifício vitoriano abrigou por anos um hospital oftalmológico. Mais de um século depois, passou por uma ampla restauração e, desde então, abriga este hotel intimista de apenas 66 apartamentos. Famosa pelos empreendimentos instalados em construções históricas, a rede britânica manteve a fachada de tijolos vermelhos que fez do prédio, localizado no Jewllery Quarter, um dos bairros mais movimentados da região, um dos cartões-postais da cidade. Os quartos circundam o antigo pátio enfeitado com esculturas originais e impressionam com seus pés-direitos altos, suas banheiras fundas e suas pias da época. A decoração inclui móveis de madeira escura, colchas marrons aveludadas e enormes chuveiros cromados, elementos que misturam presente e passado, dando aos ambientes um aspecto atemporal. Como o nome do hotel sugere, a atração principal ali é o vinho. Por isso o restaurante Bistrô e dois bares do empreendimento possuem uma variada carta, além de uma cave própria, que fica no porão do prédio. Para quem quer aprender um pouco mais sobre a bebida, o hotel oferece cursos sobre vinho nos finais de semana. hotelduvin.com





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Hotel Parq Central

Albuquerque // Estados Unidos

Os hóspedes que fazem o check-in hoje são bem diferentes daqueles que chegavam ali há 96 anos. Inaugurado em 1926, o edifício onde atualmente funciona este empreendimento foi construído para ser o hospital da Topeka and Santa Fe Railway Company, empresa que construiu a ferrovia de Albuquerque, capital do Novo México, nos Estados Unidos. Sem manutenção, o prédio deteriorou-se nos anos 1980 e foi fechado na década seguinte, permanecendo vazio por muito tempo. Em 2010, depois de uma grande reforma, foi reaberto como este charmoso hotel butique.
A obra manteve detalhes da arquitetura italiana da antiga construção, a exemplo  das janelas em arco, do telhado plano e das escadarias externas com balaústres. Na parte interior, a propriedade de 74 quartos presta homenagem ao seu passado com vitrines de corredor com mapas ferroviários antigos e equipamentos médicos históricos, como uma lâmpada de sala de cirurgia. Em homenagem aos anos 1920, o Apothecary Lounge, bar que funciona no terraço, serve coquetéis da era da Lei Seca, quando o consumo e a venda de bebidas alcoólicas foram proibidos nos Estados Unidos. Alguns dos mais famosos são os clássicos The Pink Lady, feito com gim, clara de ovo e grenadine, e o Sazerac, feito com uísque de centeio, absinto e bitter. hotelparqcentral.com





Rosewood

São Paulo // Brasil

Muita gente nasceu ali. Instalado no prédio que abrigava a antiga maternidade Condessa Filomena Matarazzo na Bela Vista, o Rosewood São Paulo tem exatamente 160 luxuosas e modernas acomodações, além de 100 suítes disponíveis para compra. O número de quartos, aliás, é o mesmo da antiga instituição. Isto porque o edifício é tombado pelo patrimônio histórico do Brasil, o que obrigou os novos donos da propriedade a conservarem todos os detalhes da construção original, como a fachada, que tem grandes traços neoclássicos, como arcos e grandes colunas. No jardim você encontra a Capela de Santa Luzia, cuidadosamente restaurada para manter fielmente a arquitetura de 1922, ano em que o prédio foi inaugurado. As dependências contam com mais de 450 obras de 57 grandes artistas brasileiros, peças que estão presentes do piso ao teto, e têm decoração assinada pelo francês Philippe Starck, famoso pop star da arquitetura e do design contemporâneos.  rosewoodhotels.com