Saúde por excelência na São Leopoldo Mandic

José Luiz Junqueira, diretor-geral da São Leopoldo Mandic

Avaliada pelo MEC como uma das melhores universidades do Brasil, a São Leopoldo Mandic segue sua busca por excelência ao formar médicos e dentistas em tempos de pandemia. Confira nossa entrevista com José Luiz Junqueira, diretor-geral da faculdade  

por Felipe Seffrin | fotos Divulgação





O que começou como um grupo informal de estudos em Campinas (SP), no início dos anos 1970, se transformou ao longo das décadas em uma das principais instituições de ensino superior do Brasil. Hoje a São Leopoldo Mandic é avaliada pelo Ministério da Educação com a nota máxima, figurando entre as dez melhores universidades públicas e privadas do País – e em primeiro lugar na área da saúde. A instituição é focada em cursos de Odontologia e Medicina e tem como filosofia a busca por excelência e investimentos expressivos em tecnologia, como laboratórios digitais e robôs de última geração. Tudo isso como realização do sonho de José Luiz Junqueira, diretor-geral da instituição que já formou mais de 50 mil alunos, entre unidades de graduação e pós-graduação, em sete estados e no Distrito Federal. “Quero deixar um legado digno para a comunidade”, afirma Junqueira, em entrevista à revista Azul.





Qual é a receita de sucesso da São Leopoldo Mandic?

Temos paranoia pela excelência. A nossa receita é ter professores preparados e treinados, investir nos processos de ensino do primeiro dia de aula ao último dia de residência médica. Temos a busca por excelência como norte. Buscamos excelência no treinamento, no ensino, na educação, para transformar informação em conhecimento e para que esse conhecimento seja útil para a sociedade. Nosso curso de Medicina em Campinas, por exemplo, tem 2,5 professores por aluno, para que nossos alunos cheguem ao nível de aprendizado que queremos. Nem Harvard tem isso. 





Quais são os investimentos da universidade em tecnologia?

Investimos aproximadamente 75% do nosso faturamento bruto em tecnologia. Trabalhamos com robôs que choram, têm febre, ficam doentes, morrem. Temos robôs que podem simular partos e cirurgias. Treinamos alunos da graduação nesses robôs e em diversos laboratórios digitais e simuladores. Ao mesmo tempo nossos alunos recebem treinamentos para respeitar o paciente. A nossa filosofia é: “high tech, high touch”. Ou seja, alta tecnologia e alto apreço ao ser humano. 





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Como funciona a formação de médicos e dentistas em tempos de pandemia?

Nós adaptamos as nossas matrizes para que pudéssemos oferecer aulas síncronas: enquanto tenho um professor dando uma aula para 30 alunos, essa mesma aula é transmitida para 200 outros estudantes. No estado de São Paulo foi facultado às universidades da área da saúde que metade dos alunos pudesse estar presente e outra metade não. Fizemos um arranjo e conseguimos manter as aulas práticas, sim, respeitando protocolos, fazendo uso de equipamentos de proteção individual. Temos um sistema de proteção muito grande e nossas clínicas estão preparadas para atender qualquer aluno ou professor com suspeitas de covid.





Como você avalia o mercado de trabalho na área de saúde no Brasil?

Projeto que esses profissionais que estamos formando serão extremamente requisitados, tanto na medicina quanto na odontologia. Quando começar a diminuir a pandemia veremos um boom na área de serviços e na da saúde. Essa é a minha visão de mercado. E nós humildemente preparamos os soldados para a guerra. A São Leopoldo Mandic ensina as pessoas a serem os melhores médicos e os melhores dentistas. Há pessoas que buscam somente um diploma. Tem outras que querem ser os melhores profissionais do mercado. E estas vão continuar procurando a São Leopoldo Mandic.





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Como você vê o interesse de outros grandes grupos de educação sobre a faculdade?

Somos uma empresa familiar que nunca será vendida. Temos esse compromisso assinado em cartório. Não vamos vender para fundo nenhum. Se tivermos que fazer um movimento, será comprar alguma para transformar em São Leopoldo Mandic. Tenho essa posição porque não acho que a educação, principalmente na área da saúde, deva ser encarada como um negócio. Imagine quantos médicos e dentistas eu já formei. Isso é legado. Quero deixar um legado digno para a comunidade. Não estamos atrás de dinheiro rápido, mas de um legado eterno.





Quais os planos de expansão da universidade?

Nosso desenho atual é não ter outro curso além de odontologia e medicina. Queremos ter mais unidades de pós-graduação no Brasil. Queremos comprar mais cursos de medicina e de odontologia no País e crescer em qualidade, verticalmente. Também planejamos crescer internacionalmente, a partir de 2022 ou 2023. Este é o nosso projeto de crescimento.