Um roteiro de 3 dias em São Paulo

Carros, prédios, agitação? Sim, a maior cidade do brasil tem tudo isso – mas não só. São Paulo é para todos. Montamos um roteiro com endereços imperdíveis na capital paulista, que faz 467 anos dia 25 de janeiro

fotos Alexandre Avilla, Shutterstock e Divulgação





Visitar São Paulo pode ser um fascinante desafio. Afinal, a maior cidade da América Latina, com mais de 12 milhões de habitantes, é uma metrópole generosa em ofertas de cultura, lazer, negócios e gastronomia. São 158 museus, 109 parques e áreas verdes, mais de 30 mil bares e 20 mil restaurantes, com 52 tipos de cozinha, quase 200 casas noturnas, 311 congressos e exposições e 53 shopping centers.

Essa opulência numérica se reflete no turismo: só em 2017, a cidade recebeu 15,4 milhões de visitantes – 3,3% a mais do que em 2016, que gastaram R$ 12,4 bilhões em um ano. A cidade não para de crescer e de receber.

E aí está o desafio: como escolher entre tantas opções para aproveitar ao máximo uma visita à pujante capital paulista – que abriga várias operações da Azul nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos, além de diversas frequências para o Aeroporto de Viracopos, em Campinas, a 100 km da capital. Desbravamos São Paulo e selecionamos programas imperdíveis para um fim de semana na cidade, mesclando clássicos paulistanos e novidades da metrópole.





Sexta-feira

Theatro Municipal

Cartões-postais ao vivo

Comece a passear por São Paulo onde a cidade começou: o Centro. Como a região reúne diversos endereços históricos, é fácil para o visitante organizar um roteirinho a pé e conhecer os principais pontos turísticos. Como o Pátio do Colégio, onde os jesuítas ergueram a primeira construção de São Paulo, em janeiro de 1554. Aliás, a lista de monumentos e prédios famosos é grande e inclui a Catedral da Sé, o Edifício Copan, o Theatro Municipal, a Estação da Luz, a Pinacoteca, o Centro Cultural Banco do Brasil e o Edifício Itália – o segundo maior prédio de São Paulo, com 46 andares, 165 m de altura e um terraço de onde se tem uma das melhores vistas de 360º da capital paulista.





Clássicos revisitados

Bateu aquela fominha? Aproveite para provar o trabalho de dois dos maiores chefs da cidade, Jefferson Rueda (A Casa do Porco) e Janaina Rueda (Bar da Dona Onça). No ano passado o casal abriu duas “portinhas” no Centrão, com versões de dois clássicos das comidas de rua. O Hot Pork serve um cachorro-quente 100% artesanal, com salsicha de carne suína sem conservantes, pão de batata, picles de cebola roxa e pepino caipira, ketchup de maçã, mostarda com tucupi e maionese com limão. Já na Sorveteria do Centro, a estrela é o sorvete soft, aquele de máquina, bem macio e aerado. Entre os hits, estão o sorvete de morango fresco, com morango crocante, poejo, suspiro e pimenta rosa, e o de chocolate, com muitos brigadeiros e chocolate granulado.













Prédio do Banespa

Lá em cima…

Em 2018, São Paulo ganhou de volta um dos seus maiores símbolos, o edifício Altino Arantes, conhecido como o Prédio do Banespa. O terceiro mais alto arranha-céu da cidade, com projeto inspirado no Empire State Building, de Nova York, foi reaberto em janeiro de 2018 e abriga hoje o Farol Santander. O espaço possui diversas atrações culturais em 18 de seus 35 andares, um mirante e um café. Aproveite para ver a mais nova exposição do Farol: a ExFinito exibe 14 obras inéditas do artista chileno Iván Navarro, um dos mais destacados da arte contemporânea, além da instalação externa Escada (Caixa d’Água),que já foi exposta no Madison Square, em Nova York.

…e lá embaixo

Se a parte de cima do Farol Santander encanta de dia, à noite o que vale a visita é justamente seu subsolo. Ali fica o Bar do Cofre SubAstor, cuja carta de drinques foi elaborada pelo premiado bartender Fabio la Pietra. O bar está instalado dentro do cofre do antigo Banespa, com portas circulares feitas de concreto e aço reforçado e paredes de mármore. Além dos drinques, serve aperitivos e pratos como o Picadinho Astor, com filé-mignon na ponta da faca, pastel de queijo, ovo frito, banana à milanesa.

















Atmosfera japonesa

A vida noturna de São Paulo é uma das mais vibrantes do mundo. Há baladas para todas as tribos da cidade. Uma das mais recentes é a Tokyo. Aberta há menos de um ano no Centro, tornou-se uma das casas noturnas mais descoladas da metrópole, com decoração inspirada na cultura underground da capital japonesa, com muito neon e painéis iluminados. O formato aposta na verticalização típica de Tóquio: instalada em um prédio modernista, concentra atividades em cada andar. No 6º, funcionam um karaokê e um lounge bar; no 7º há boxes privativos de karaokê para grupos de até 20 pessoas; no 8º funciona um restaurante de culinária asiática (que também abre durante o almoço); e no 9ª estão a pista de dança e o terraço, onde rolam as festas e as noitadas. Por causa do distanciamento social, as atividades noturnas ainda estão restritas, até às 22h. Consulte o site antes de visitar o local.





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Sábado

Aquecendo os motores

São Paulo adora um brunch. A ideia de uma refeição que une café da manhã e almoço, sem pressa de acabar e ainda com uma tacinha de espumante, virou um dos programas preferidos dos paulistanos. Uma novidade é o Casarìa, do chef confeiteiro Diego Lozano, um antigo imóvel nos Jardins que reúne, em torno de jardim, uma casa de pães e doces, bar de antepastos e a escola de gastronomia do chef. Da panificação saem pães de fermentação natural, croissants e outras delícias, além de sobremesas tentadoras. Entre os pratos para o brunch destacam-se o croissant com salmão defumado, guacamole e ovo poché, o creme de couve-flor gratinada servido no pão e o pão de queijo crocante recheado com carbonara. Para comer sem culpa!













Natureza, arquitetura e gastronomia

Inaugurado em 1954, com 1,6 km2, o Parque Ibirapuera tornou-se um dos locais mais visitados por paulistanos e turistas. É o lugar ideal para atividades ao ar livre, como andar de bike ou de patins, tomar sorvete ao redor do lago ou apenas relaxar admirando a natureza. Além disso, o parque reúne diversas obras, como o famoso Monumento às Bandeiras e o icônico Obelisco, e várias atrações culturais, como o Auditório, a Oca, a Bienal e o Museu de Arte Moderna.





Parque Ibirapuera a partir do Restaurante Vista




Ali também fica o Museu de Arte Contemporânea (MAC USP), em um edifício projetado por Oscar Niemeyer, com sete andares e mais de 10 mil obras de artistas como Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral e Pablo Picasso. Na cobertura do prédio – uma área de 2 mil m2 – está um grande trunfo do local: o Vista, um dos restaurantes mais concorridos da cidade. Pudera: da cozinha, comandada pelo chef Marcelo Corrêa Bastos (do restaurante Jiquitaia), saem receitas calcadas na culinária brasileira, executadas com primor pela equipe do chef paranaense. Prove as croquetas de galinha caipira, os camarões empanados com vatapá ou o arroz de suã com vieiras. No pátio ao redor do restaurante (à dir.) você tem uma espetacular vista do Ibirapuera (daí o nome). Mesmo que já tenha almoçado, é uma ótima oportunidade de pedir um drinque da casa e passar um tempo admirando o lado mais verde de São Paulo.





Shopping Iguatemi SP

Comprinhas

Um velho clichê diz que shopping center é a praia de paulistano. Piadas à parte, foi em São Paulo que surgiu o primeiro shopping do Brasil, o Iguatemi, em 1966. Hoje, a cidade tem mais de 50 centros comerciais desse tipo, que abrigam lojas, restaurantes, lanchonetes, cinemas e serviços. O Iguatemi, porém, mantém seu protagonismo na área, com cerca de 330 lojas, de marcas populares, como Lojas Americanas, a grifes de luxo, como Christian Louboutin, Prada e Tiffany & Co. O shopping ainda tem uma variada oferta gastronômica, que inclui restaurantes como Ritz, Rodeio, Le Jazz e o italianíssimo Piselli Sud. Atenção para o belo relógio hidráulico, de vidro e líquido verde, no jardim interno logo na entrada.





Noite de Jazz

Sobrou fôlego para esticar a noite? A pedida é conhecer o Blue Note, a segunda filial brasileira do icônico clube de jazz de Nova York. A casa, inaugurada em fevereiro, fica no Conjunto Nacional, prédio simbólico da Avenida Paulista. Além dos shows e dos drinques preparados pelo mestre bartender Derivan, a casa ainda conta com a gastronomia da chef Daniela França Pinto, que criou um menu celebrando os anos 1970, com opções como canapés, filé com arroz à piamontese e torta de chocolate e marzipan. Em abril, estão programadas apresentações de nomes como Cesar Carmargo Mariano, Yamandu Costa e João Donato.









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Domingo

O queridinho de SP

Fundado em 1970, o Museu da Imagem e do Som virou um dos mais visitados pelos paulistanos, com exposições de grande apelo popular, como as mostras sobre o sobre o cantor David Bowie (2014) e sobre o Castelo Rá-Tim-Bum (2015). Até 31 de janeiro, estará em cartaz a mostra John Lennon em Nova York por Bob Gruen com fotografias feitas por Bob Gruen, um dos maiores fotógrafos da cena rock’n’roll, que documentam a vida do ex-Beatle no período em que ele morou na Big Apple. A dica é visitar o MIS na parte da manhã e almoçar no Pipo, restaurante do chef Felipe Bronze, nos jardins do museu. O variado menu inclui lasanha, hambúrguer de wagyu com picles de maxixe, arroz de pato com azeitonas e até torta de queijo com morangos defumados.













Avenida Paulista

Paulista (quase) de graça

A Avenida Paulista é o local mais procurado pelos visitantes e pelos próprios paulistanos. Principalmente aos domingos, quando a via é fechada e transforma-se em uma longa promenade, com uma multidão passeando pelas calçadas e pelo asfalto, bandas de diversos gêneros musicais, food trucks e bikes passando de um lado ao outro.

Mesmo durante a semana a Paulista concentra várias opções de lazer, como o Parque Trianon, o Mirante 9 de Julho, e instituições culturais com entrada gratuita, como a Japan House, o Instituto Moreira Salles e o novo Sesc Paulista. Ali também fica o Masp (foto), o maior museu da América Latina. Não deixe de ver a exposição Beatriz Milhaze: Avenida Paulista, a maios mostra já dedicada à obra da artista plástica carioca. São expostas pinturas, esculturas, desenhos, uma tapeçaria, além de livros e documentos. Avenida Paulista é também o título de uma pintura feita especialmente para a ocasião e doada pela artista ao museu. O Masp, no entanto, só tem entrada gratuita às terças-feiras e quartas-feiras – nos outros dias, o ingresso custa R$ 45. Porém, vale cada centavo.













Clima Catalão

Para fechar um fim de semana paulistano com chave de ouro, a dica é o Nit, bar de tapas comandado pelo chef catalão Oscar Bosch, que também responde por outro sucesso paulistano, o restaurante Tanit, aberto há quatro anos do ladinho do bar. Na nova empreitada, o chef manteve o DNA catalão das receitas e apostou em muitas porções para compartilhar, como a costelinha de porco marinada em chá lanpsan, e pratos como a paella (novidade no cardápio). E não saia de lá sem provar o refrescante vernit, à base de vermute feito na casa.





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