Os lugares mais bonitos de Natal

Prepare-se que lá vem beleza! Erguida entre praias, dunas e Mata Atlântica, Natal tem tudo para agradar quem está em busca de férias perfeitas: uma rica gastronomia, vida cultural agitada e dias firmes a maior parte do ano. Confira aqui os lugares mais bonitos de Natal





por Bruno Segadilha  |  fotos Gui Gomes





Morro do Careca, um dos cartões-postais de Natal

A pergunta parece tola, mas a verdade é que muitos visitantes já tiveram essa mesma dúvida. Por que Natal, a capital do Rio Grande do Norte, tem este nome? A resposta é mais óbvia do que se imagina: é uma homenagem à sua data fundação, 25 de dezembro de 1599. Mas isso ainda não responde muita coisa sobre a origem da cidade. Então, senta que lá vem história.

Por volta de 1590, quando Portugal estava sob domínio da Espanha, no período conhecido como União das Coroas Ibéricas (1580-1640), o rei Felipe II queria expulsar os franceses do litoral brasileiro. Para proteger a Barra do Rio Grande, como era chamada a região, construiu um forte, inaugurado em 6 de janeiro de 1598 e batizado como Fortaleza dos Santos Reis, em referência ao Dia de Reis, e hoje conhecido como Forte dos Reis Magos. A cidade nasceu quase dois anos, depois a quatro quilômetros da edificação, e rapidamente se tornou uma das mais importantes do período colonial, por sua localização estratégica, bem na pontinha do Brasil e mais próxima da África e da Europa.

Os anos passaram, as disputas acabaram e Natal, que recebe voos diretos da Azul, continuou chamando a atenção. Em vez de navegantes em combate, o destino/essa metrópole – erguido(a) em meio a praias, dunas e uma Mata Atlântica exuberante – agora atrai turistas encantados com suas belezas. Um lugar com uma rica gastronomia, uma agitada vida cultural e onde o sol brilha forte quase o ano inteiro. Sim, Natal tem tudo para tornar as férias de qualquer visitante perfeitas.





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DUNAS E ARRANHA-CÉUS

Um dos principais historiadores do País, o natalense Luís da Câmara Cascudo (1898-1986) costumava chamar carinhosamente Natal de “noiva do sol”. Nada mais apropriado para uma cidade onde o tempo é firme quase o ano inteiro. Uma boa maneira de conhecer o litoral urbano é seguir a Via Costeira, avenida à beira-mar que liga o Centro, na parte alta, à Praia de Ponta Negra, onde está a maioria dos hotéis, restaurantes e bares de Natal. No caminho, o visitante passa por praias famosas, como as praias dos Artistas e do Meio, onde se concentra boa parte do burburinho.

Entre os destaques da badalada orla de Ponta Negra estão casas como o Camarões, um clássico de Natal. O restaurante, que tem quatro unidades na capital potiguar e uma em São Paulo, oferece um extenso cardápio com opções de peixes, frutos do mar, carnes e massas. Perto dali, dentro do Hotel Majestic, fica o Le Brasserie de la Mer, dedicado à culinária francesa, que tem cardápio assinado por Erick Jacquin. Já o hotel Ocean Palace Resort conta com duas boas opções para comer: o Le Soleil, de gastronomia francesa, e o Sukiyaki, dedicado aos sabores asiáticos.













Durante o trajeto até o final de Ponta Negra é possível avistar o Parque das Dunas, maior parque urbano sobre dunas do País, com uma área de 1.172 hectares. Com vegetação característica da Mata Atlântica, Caatinga e Tabuleiro litorâneo, é uma boa dica para quem quer percorrer trilhas e conhecer melhor o parque e a biodiversidade da região.

É no limite de Ponta Negra que os visitantes encontram um dos pontos mais famosos da cidade, o Morro do Careca. Trata-se de uma enorme duna de mais de 100 metros de altura, que ganhou esse nome porque, graças ao vai e vem de pessoas, foi perdendo sua vegetação ao longo dos anos. Para preservar a Mata Atlântica que cobre suas areias, em 1997 o lugar tornou-se área de preservação ambiental e está fechado para visitação.





Praia de Genipabu e suas dunas




A arquitetura dessa região, assim como a do resto da cidade, impressiona pela combinação de estilos, já que construções históricas se misturam a prédios modernos. Essa pluralidade é reflexo da presença estadunidense na cidade, principalmente a partir da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), quando Natal serviu de base militar para as tropas navais e aéreas dos Estados Unidos e ganhou o apelido de “Trampolim da Vitória”.

No Centro ficam edificações como o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte. Construído em estilo neoclássico, conta com um acervo de livros raros, além de uma antiga pia batismal da matriz. Perto dali fica o Centro de Turismo, que abriga várias lojinhas e uma feira de artesanato. Às quintas-feiras o lugar recebe o evento Forró com Turista, com apresentações de dançarinos e sanfoneiros.

Se bater a fome, vale a pena conhecer o Marenosso. Além da vista privilegiada da Praia dos Artistas, a casa tem um cardápio variado. A estrela ali é o bolinho de mandioca preparado na chapa: a cozinheira coloca o creme feito com a raiz – que pode ser misturado com ingredientes como camarão, carne seca e queijo de coalho – para esquentar, até que ele ganhe uma casquinha torrada e crocante.













COM OU SEM EMOÇÃO?

Ir a Natal sem conhecer as dunas da cidade é como não ter viajado até a capital potiguar. Por isso, reserve pelo menos um dia para visitar as grandes montanhas arenosas da região. Elas se concentram na zona Norte da cidade, região cujo acesso era relativamente difícil até 2006, antes da inauguração da Ponte Newton Navarro, que atravessa o Rio Potengi. Agora, com a enorme construção que se tornou um dos cartões-postais de Natal, a viagem até lá dura alguns minutos. A Luck Receptivo oferece passeios feitos de bugue que passam pelas dunas de Genipabu, Pitangui e Jacumã, cada uma com belezas e atrações que agradam a diferentes públicos.

O tour começa por Genipabu, onde o bugueiro percorre as imensas montanhas de areia e faz uma parada na Praia de Genipabu para um mergulho. Gosta de aventura? Então, peça para o motorista dirigir no modo “com emoção”. Ele vai entender que deve fazer o percurso em alta velocidade, com direito a descidas vertiginosas nos morros. Montanha-russa perde.













O passeio segue para o Norte, chegando às Dunas de Pitangui, com uma nova parada, agora na Lagoa de Pratagy. As redes estendidas no meio da água são um convite para momentos de ócio e para dar um trato no bronzeado. É ali que funciona um dos lugares mais conhecidos e tradicionais da cidade, a Barraca do Aílton. Trata-se de uma construção simples, que lembra uma cabana e serve ótimas bebidas e o famoso espetinho de lagosta. Imperdível!

Depois do descanso, é hora de mais adrenalina nas Dunas de Jacumã, onde funciona uma espécie de parque de diversões a céu aberto. Há 30 anos, o empresário Nequinho criou três atividades que se tornaram um patrimônio desse destino: o Esquibunda, em que o visitante desce os morros a bordo de uma prancha; o Aerobunda, uma tirolesa que termina nas águas; e o Kamicase, uma rampa feita de lona para que as pessoas deslizem de frente ladeira abaixo rumo à Lagoa. Um elevador improvisado ajuda os praticantes a subirem as dunas.

















O MAIOR CAJUEIRO DO MUNDO

Cajueiro gigante? É coisa nossa! Localizado na Praia de Pirangi, no município de Parnamirim, a 15 quilômetros de Natal, o Cajueiro de Pirangi é maior do que tudo que você tenha imaginado. Para se ter uma ideia, ocupa uma área de 8.500 m², o equivalente a um campo de futebol, e, entre setembro e dezembro, meses de safra, produz cerca de 70 mil frutas. Suas raízes se espalham de forma sinuosa no chão, subindo e descendo na terra, o que nos dá a impressão de estarmos em um imenso labirinto natural. Para facilitar o acesso e melhorar a experiência do visitante, foram construídos deques e caminhos de madeira, de onde é possível contemplar a árvore que, em 1994, entrou para o Guiness Book como o maior cajueiro do mundo. Tamanha grandiosidade é fruto de uma mutação genética. Desde 1888, quando foi plantado pelo pescador Luís Inácio de Oliveira, o cajueiro não para de crescer, avançando inclusive sobre as ruas de Parnamirim, obrigando a administração do município a fazer obras para se adaptar a esse ilustre morador.





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Mergulho em Maracajaú;

MERGULHO NO PARAÍSO

Vale a pena reservar uns dias a mais para visitar duas joias do litoral potiguar que ficam a poucas horas da capital. Localizada a 52 km de Natal, Maracajaú ganhou o apelido de Caribe brasileiro por causa de suas águas mornas e cristalinas. Há duas opções para aproveitar o lugar. A primeira é sentar-se na areia da praia, pedir uma bebida e curtir momentos de ócio e relaxamento na beira do mar. A segunda é ir até as piscinas naturais que se formam a 7 km do litoral. A empresa Marcajaú Diver oferece transporte de lancha até a sua plataforma no meio do mar.

O lugar serve de base para os visitantes e profissionais que trabalham ali. Alguns turistas querem apenas aproveitar o sol e tomar uma cerveja. Outros recebem orientações dos instrutores para fazer mergulhos de cilindros. Há ainda os que prefiram mergulhar apenas de snorkel e observar a beleza e a biodiversidade dos corais, ou parrachos, como os cnidários são conhecidos nessa região.

Se você tiver mais tempo e disposição, não deixe de ir a Galos e Galinhos, dois vilarejos que ficam a 180 km da capital. Tem quem goste de fazer um bate e volta, saindo de manhãzinha e voltando à noite para Natal. Mas, se você prefere conhecer as coisas com mais calma, vale a pena reservar uma pousada e passar a noite por lá.

O passeio começa nas margens do Rio Pratagil, onde as embarcações esperam pelos visitantes para um tour nos manguezais até as duas vilas, parando em pontos como a linda Praia do Capim. O dia continua com um passeio de bugue nas Dunas do André e termina com um almoço na Praia de Galinhos, que tem um ar selvagem, quase intocado, habitada apenas pelo Farol de Galinhos, construção de 1931.

Para uma experiência mais exclusiva, vale a pena contratar um dos passeios guiados pelo Pratagil, como o oferecido pela empresa RC Passeios. Os barqueiros fazem paradas estratégicas no mangue e dão explicações, ao longo do percurso, sobre a biodiversidade do local. Na hora do almoço, eles montam mesas flutuantes nas águas da Praia do Capim e preparam peixes pescados na hora. O menu inclui iguarias como o ótimo ceviche de peixe branco e ostras com limão. 





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