Boipeba: um paraíso no Sul da Bahia

Localizada o munícipio-arquipélago de Cairu, a 174 quilômetros de Salvador, a pequena vila de Boipeba tem apenas 1.800 habitantes e encanta os visitantes com suas casinhas simples e construções de quase 500 anos, além de suas belas praias

por Bruno Segadilha | fotos Anna Carolina Negri





TÁBUA DE MARÉS

Entender o movimento das águas é fundamental para quem quer curtir Boipeba. É algo tão importante que as pousadas normalmente oferecem tábuas de marés, espécie de cronograma com horários de cheia e de quando os volumes são menores. A tabela ajuda na hora de programar os passeios e evita que o visitante seja pego de surpresa: na maré alta é difícil caminhar pelas praias e as trilhas ilha adentro passam a ser as únicas opções de locomoção.

CHÃO BATIDO

Fundada pelos portugueses em 1537 Boipeba manteve seu charme rústico ao longo dos anos. Suas ruas são de terra batida ou areia e carros não circulam por ali, uma vez que a entrada de automóveis na ilha é bastante restrita. Então, uma dica: relaxe, coloque um calçado confortável e vá dar um passeio despretensioso pelo lugar. É interessante ver como a vida pode correr em outro ritmo, longe da agitação e da correria das grandes cidades. 





POR TERRA 

As praias que compõem os 20km de litoral são vazias e quase selvagens. Uma sugestão: tire um dia para percorrer o litoral a pé, começando o passeio pela Boca da Barra, onde o Rio do Inferno encontra-se com o mar. Siga pelas praias do Outeiro, das Pedrinhas, Tassimirim e da Cueira, com seus lindos coqueiros e suas piscinas naturais. Na Praia da Ponta dos Castelhanos acontece, entre setembro e março, a desova das tartarugas marinhas que dão nome à ilha. A Praia de Moreré chama a atenção pela enseada de águas tranquilas e pelas piscinas naturais que se formam durante a maré baixa.





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PELO MAR 

Outra maneira de desbravar o destino são os passeios marítimos, que saem de Boca da Barra às 9h30 e voltam às 17h. As lanchas contornam o litoral da ilha passando por todas as praias, e estacionam no povoado Cova da Onça para o almoço. Depois seguem pelo Rio do Inferno, parando em um bar flutuante perto do povoado de Canavieiras, o Parada das Ostras.