As melhores atrações de Bonito

Mas que beleza! Desde que foi descoberto pelo turismo há cerca de 30 anos, Bonito tornou-se um dos melhores destinos de mergulho fluvial do mundo. E melhor: não sofreu degradação ambiental por isso. Conheça a organização, as melhores atrações e os encantos desse segredo bem guardado do Mato Grosso do Sul

por Bárbara Ligero | fotos Andre Dib 





 Mergulho livre no Rio Sucuri para observação da vegetação subaquática 

É difícil passar por qualquer destino de ecoturismo do Brasil sem voltar endossando a velha conclusão: conhecemos muito pouco do nosso próprio país. Na hora de decidir para onde ir nas preciosas férias, lá vão nossos olhos para as praias paradisíacas do Nordeste, para os encantos da vizinha Argentina, para as inúmeras diversões dos Estados Unidos. Até que a pandemia do novo coronavírus nos obrigou a olhar para mais perto e… puxa, há tantos lugares que passavam batido! Bonito, no coração do Mato Grosso do Sul, é um desses cantinhos que merecem uma visita já. 

E o melhor jeito de ir até lá é com a Azul, a única companhia aérea que voa direto para Bonito, e o aeroporto fica a aproximadamente 15 minutos do Centro da cidade. Outra boa notícia: a Azul oferece voos diurnos para Bonito, assim o Cliente pode aproveitar o destino o dia inteiro, desde o momento do check-in. E é bom mesmo ter esse tempo disponível, afinal em Bonito você tem à disposição mais de 50 atividades para lazer – e todos os passeios do receptivo parceiro incluem traslados e entrada. Além disso, a cidade conquistou o selo internacional de turismo seguro Safe Travels, criado pelo Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC – World Travel & Tourism Council), um dos prêmios mais importantes do mundo. Com este selo, Bonito foi reconhecido como um dos quatro destinos mais seguros do planeta.

Afinal, Bonito é considerada o melhor destino para mergulho fluvial do mundo – e tem sido minucioso na adoção dos protocolos contra a Covid-19. Só em setembro do ano passado, cerca de 20 mil pessoas visitaram a cidade no início do período, em busca da combinação perfeita entre segurança e a tão aguardada sensação de liberdade que só o contato com a natureza proporciona. O número foi um marco na história de Bonito e representa um recorde para o mês quando comparado aos cinco anos anteriores. Mérito dos sul-mato-grossenses, que há três décadas se dedicam a fazer com que esse pedacinho do Cerrado seja um exemplo para o turismo brasileiro. 

Ao ver os rios de águas cristalinas, as cachoeiras exuberantes e as araras voando no céu, a impressão que se tem é de que as atrações de Bonito foram descobertas ontem, tamanha a preservação do meio ambiente. O segredo está na organização. Não bastassem os preços tabelados, praticamente todas as atividades da região possuem um número limitado de visitantes e precisam ser reservadas com antecedência. Um esquema honesto que mantém os ecossistemas como devem ser, garante uma boa experiência para o visitante e acabou sendo uma mão na roda na hora do destino se adaptar ao “novo normal”. 





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Depois de reduzir a capacidade dos principais passeios em 30%, Bonito se aproveitou do seu tamanho diminuto e teve uma assessoria customizada do Sebrae, que vistoriou atrações, agências, hotéis e restaurantes, um a um, para apontar as adaptações necessárias em cada estabelecimento. A dedicação louvável rendeu o selo internacional “Safe Travels”, concedido pelo Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC, sigla em inglês) aos destinos que estão fazendo a sua lição de casa durante a pandemia da Covid-19. Ponto para o Brasil!





Grutas, cavernas e abismos

No fundo da caverna há um lago. E no fundo do lago há um cemitério de animais extintos. Por mais mítico que pareça, essa é a descrição real de uma das principais atrações de Bonito. Espécie de sítio arqueológico submerso, a Gruta do Lago Azul esconde em suas profundezas fósseis de um tigre-dentes-de-sabre e de uma preguiça-gigante, bicho de mais de três metros de altura que viveu na região há seis mil anos. Mergulhar ali é proibido, mas os cientistas franceses e brasileiros que já tiveram essa oportunidade no passado chegaram a 87 metros de profundidade sem alcançar o fundo, que ainda não foi encontrado (até o fechamento dessa matéria, a Gruta do Lago Azul permanecia interditada para o turismo devido à Covid-19). 













Se você fizer questão de nadar em um lago dentro de uma caverna, a única opção que lhe resta é encarar o rapel do Abismo Anhumas. Depois de passar por um treinamento, você terá que descer um paredão rochoso até chegar ao cenário da flutuação mais exclusiva da região. Pendurar-se a 72 metros de altura não é sua praia? Tudo bem. Mais “contemplativos” são os passeios para as grutas de São Miguel e São Mateus, dois complexos repletos de estalactites e estalagmites que contam a história geológica da região. Mas, com ou sem medo de altura, a visita ao Buraco das Araras é obrigatória. A tal dolina – nome chique para buraco – se formou quando o teto de uma caverna desmoronou, formando um espaço de 100 metros de profundidade e 500 metros de circunferência, que é o lugar favorito das araras-vermelhas.





Flutuação no Rio Sucuri

Rios e cachoeiras

As flutuações, que são os principais programas em Bonito, fazem você sentir que está sobrevoando outro mundo, coberto por uma vegetação aquática exuberante e povoado por criaturas coloridas. E prepare-se para emocionantes surpresas: você pode estar sendo carregado pela correnteza do rio, boiando de barriga para baixo, sem esforço, o graças ao colete salva-vidas e à roupa de neoprene, e subitamente se ver cercado por um cardume de piraputangas, um dos peixes mais comuns da região. Além das piraputangas, os dourados, os pacus e os pintados também habitam a Nascente Azul, o Aquário Natural, o Rio da Prata e o Rio Sucuri, que são os quatro principais cenários para esse tipo de atividade na região. Todos os passeios incluem os equipamentos e são incríveis, com águas que variam entre tons de azul esmeralda e turquesa. 

Mas existem diferenças. A Nascente Azul tem o trajeto mais curto (300 m), mas possibilita você tirar o colete salva-vidas momentaneamente para mergulhar fundo e ver a água brotando de um enorme buraco. O passeio do Aquário Natural (600 m) é uma boa pedida para os inseguros porque começa em uma área rasa, sem nenhuma correnteza. Em contrapartida, o Rio da Prata (1,4 km) é para os aventureiros, que encontrarão trechos com corredeiras e uma das maiores variedades de peixes do pedaço. Completando a lista, o Rio Sucuri é palco para duas atividades diferentes: uma vai rumo à nascente (1,8 km) e a outra tem como destino o encontro com o Rio Formoso (1,3 km). 





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Sim, Bonito obriga a gente a fazer escolhas “difíceis”, já que a região tem água de sobra, mesmo ficando no meio do Cerrado. É tanta água que, no passado, o nível dos rios já subiu a ponto de cobrir o topo das árvores durante a estação chuvosa, que vai de dezembro a março. Até na seca, entre maio e agosto, os passeios para as cachoeiras da região são imperdíveis. Em um refrescante molha e seca, os visitantes são guiados por trilhas no meio da mata até diferentes pontos para banho. É possível conhecer a Boca da Onça, que, com seus 156 metros de altura, é a maior queda-d’água do Mato Grosso do Sul; visitar a Serra da Bodoquena, que alterna cachoeiras, piscinas naturais e aventuras de bote; aproveitar a infraestrutura da Estância Mimosa, que torna os mergulhos mais divertidos com plataformas para se jogar na água; ou encarar um dia inteiro de caminhada nas Cachoeiras do Rio do Peixe, que recompensam os visitantes com um total de dez paradas para banho.





À noitinha

Um clichê incontornável de Bonito é comer, à noite, os peixes que você viu nas flutuações de dia. O pintado, por exemplo, vai bem tanto na preparação com molho de urucum do restaurante Casa do João quanto assado na telha de barro no Tapera. Já o pacu é o carro-chefe do Juanita, que assa o peixe na brasa e o serve com alcaparras. Para um pouco mais de exotismo, o Sale e Pepe é o lugar. Apesar do nome italiano, o restaurante serve desde piraputanga recheada com farofa de banana até pratos de fusão asiática-pantaneira, como o sashimi de piranha e o sushi de jacaré. A carne de jacaré, aliás, aparece também como recheio no Pastel Bonito, mas já adianto que, assim como outras carnes ditas “diferentes”, tem gosto de frango.













Todos esses restaurantes ficam no Centrinho de Bonito, que você provavelmente explorará mais durante a noite. Enquanto o sol brilha, os turistas estão ocupados entre flutuações, cachoeiras, trilhas e grutas nos arredores e acabam se deliciando com as comidas típicas de fazendas que, na maioria das vezes, estão incluídas nos passeios. Arroz, feijão, carne e salada, além do doce de leite de sobremesa, será tudo o que você precisará para repor as energias depois de tantas atividades. Se sobrar pique depois do jantar, o único agito nessa cidade que manteve o clima interiorano acontece no Taboa Bar, cuja cachaça é misturada com mel, canela, guaraná e ervas. É para ir bebericando enquanto curte a música ao vivo e observa as assinaturas nas paredes, deixadas pelas pessoas que já passaram por lá. 





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Talvez a cachaça dê o impulso que você precisa para assistir à apresentação do Projeto Jiboia, sempre às 19h. Ao longo de quase duas horas, o apaixonado por serpentes Henrique Naufal explica tudo o que há para saber sobre essa espécie, que pode chegar a quatro metros de comprimento. No final, a plateia fica tão convencida de que o bicho é inofensivo que até aqueles com fobia de cobra topam segurar uma no pescoço – e registrar o momento com uma selfie, claro. 

Quer conhecer Bonito? Reserve já suas passagens no site da Azul ou programe uma experiência completa na Azul Viagens.