8 razões para amar São Paulo

São Paulo completa 469 anos mais encantadora do que nunca. São centenas de bares, restaurantes, parques e opções de lazer para agradar a todos os gostos. Escolha o seu programa e divirta-se! 

por Bruno Segadilha e Junior Ferraro | fotos Alexandre ávilla, Shutterstock, Divulgação e Reprodução/Intagram | Operadora de drone Bruna Lucena




Vista aérea da Avenida Paulista, uma das vias mais visitadas de São Paulo

Caetano Veloso já disse: alguma coisa acontece em seu coração quando cruza a Ipiranga com a Avenida São João. Não é para menos. O famoso cruzamento de São Paulo é o símbolo de uma cidade que não para e que promove uma formidável mistura de gostos, credos e raças, recebendo, ao longo dos anos, diversas declarações de amor em forma de música. Motivos para homenagens há de sobra. A capital paulista, que completa 469 anos, está mais fervilhante do que nunca, com sua enorme oferta de cultura, gastronomia, lazer e negócios. Os números são impressionantes. São mais e 30 mil bares e 20 mil restaurantes, cerca de 300 casas noturnas, 182 shopping centers e 108 parques e áreas verdes. Lugares para ficar não faltam, já que a cidade tem mais de 400 hotéis e 70 hostels, com estabelecimentos que são ideais para diferentes bolsos e preferências. 

Com tantas opções, o desafio é escolher o que fazer e como aproveitar ao máximo a cidade que abriga uma crescente operação da Azul nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos, além das diversas frequências para Viracopos, em Campinas, a 100 km da capital. Seja qual for a sua escolha, tenha certeza de que você será mais um feliz visitante a se encantar com a beleza e a riqueza cultural de São Paulo. 





LEIA TAMBÉM: Os melhores passeios no Alentejo





 1. Os eternos clássicos

São Paulo é repleta de ícones e cartões-postais. Lugares que, por causa de sua arquitetura, de sua história ou mesmo sua tradição, transformaram em programas imperdíveis. É o caso da Avenida Paulista o local mais procurado pelos visitantes e pelos próprios paulistanos. Nos domingos a via é fechada e atrai milhares de pessoas que vão até ali passear nas calçadas e no asfalto. Ali está o Masp, o maior museu da América Latina. Fundado em 1947, foi o primeiro museu moderno do Brasil e se destaca pelo impressionante edifício projetado por Lina Bo Bardi. O prédio parece flutuar, dando espaço a um imenso vão. 

No Centro fica o edifício Altino Arantes, conhecido como o Prédio do Banespa. O terceiro mais alto arranha-céu da cidade tem projeto inspirado no Empire State Building, de Nova York, e abriga hoje o Farol Santander, com diversas atrações culturais em 18 de seus 35 andares, um mirante e um café. Passear na região é conhecer o passado da capital por meio de alguns prédios históricos, como Edifício Copan, Centro Cultural Banco do BrasilTheatro Municipal e Edifício Itália, o segundo maior de São Paulo, com 46 andares. Perto dali está a Estação da Luz, projeto do britânico Charles Driver, que mistura elementos góticos, a exemplo das torres paralelas, que são uma referência às da Abadia londrina de Westminster, e do relógio, inspirado no Big Ben. Ao lado fuciona o Museu da Língua Portuguesa, restaurado após o incêndio de 2015.

Este mês também marca a ampliação da Pinacoteca, que ganha um terceiro prédio de exposições, o Pina Contemporânea. Instituição cultural mais antiga de São Paulo, foi aberta em 1905 e abriga um acervo de arte brasileira com cerca de 11 mil peças. Entre elas, trabalhos de artistas como Anita Malfatti, Lygia Clark, Tarsila do Amaral e Cândido Portinari. 













Se você é apreciador de música erudita, não deixe de visitar a Sala São Paulo. Trata-se de uma das mais modernas e bem equipadas salas de concertos do mundo. O local, sede da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, tem capacidade para 1.484 lugares e conta ainda com 22 camarotes. 

Bateu fome? Visite o Mercado Municipal. Além das diversas bancas de frutas, verduras, carnes e produtos alimentícios, o espaço abriga dezenas de bares e restaurantes, onde é possível experimentar iguarias como o famoso sanduíche de mortadela e o pastel de bacalhau. Inaugurado em 1933, o mercado destaca-se também por ser um dos principais representantes da arquitetura eclética, com suas fachadas de colunas em estilo grego e vitrais que retratam a vida dos colonos brasileiros. 

Não deixe de visitar a Liberdade, bairro com a maior comunidade japonesa do mundo fora do Japão. A região reúne restaurantes de diversas culinárias asiáticas, de ótimos sushis e lámens a aromáticos pratos chineses e doces inusitados, como o “cachorro-quente” cor-de-rosa do We Coffee. Aproveite para fazer compras nas lojinhas e conhecer a feira local. 





2. A Azul dobra seus voos em Congonhas  

O céu vai ficar ainda mais Azul no Aeroporto de Congonhas, principal porta de entrada aérea da cidade de São Paulo. A partir de 26 de março, a Azul mais do que duplicará suas operações no aeroporto e passará a operar 84 movimentos de pousos e decolagens. Haverá ampliação das três rotas atuais – Rio de Janeiro, Recife e Belo Horizonte – e três novas ligações: Curitiba, Porto Alegre e Brasília.

Para essa ampliação, a Azul escalou as aeronaves mais modernas da sua frota para operar em Congonhas, a maior parte delas de Airbus A320neo e Embraer, aviões de última geração, que consomem menos combustível e emitem menos CO2, além de serem mais silenciosos. Isso sem contar a ponte aérea da Azul Conecta, que leva diariamente os Clientes de Congonhas diretamente para o aeroporto de Jacarepaguá, próximo à Barra da Tijuca, economizando o tempo de deslocamento na capital fluminense.





3. Os pequenos se divertem

Sim, São Paulo é a cidade dos bares, baladas, restaurantes e atrações culturais. Mas não só. A capital tem muitas opções de lazer para o público infantil, entre elas o famoso Parque da Mônica. O lugar, que fica dentro do Shopping SP Market, em Interlagos, tem mais de 20 atrações educativas e interativas, além de clássicos como roda-gigante, piscina de bolinhas, carrossel e montanha-russa. 

Interatividade também é a palavra de ordem do Museu Catavento, no Brás. O espaço, dedicado à ciência, é divido em quatro seções que tratam de temas como o universo e o surgimento da vida. Do lado de fora, dois itens do acervo do museu chamam a atenção dos visitantes: uma grande locomotiva de 1937 e o primeiro avião fabricado no Brasil. 

No bairro do Ipiranga fica o Aquário de São Paulo. São dezenas de tanques que abrigam espécies de ecossistemas como o Pantanal e a Floresta Amazônica. Além de peixes e animais aquáticos, como jacarés e tubarões, o aquário abriga lêmures, ursos polares e pinguins, e ainda um grande peixe-boi, uma das principais atrações dali.













4. A noite é para todos 

Como dizem os paulistanos, aqui é possível curtir a noite de domingo a domingo. Além das casas noturnas abertas em quase todas as regiões da cidade, há festas especiais que, nos últimos anos, têm movimentado a dinâmica da noite paulistana. 

Gosta de música eletrônica? Há vinte anos a D-Edge reina absoluta no bairro Barra Funda, com seus três andares, luzes coloridas no teto e um terraço com vista do Memorial da América Latina. No Centro, um dos “rolês” do público mais  jovem é a Tokyo: instalada em um prédio, oferece uma atração diferente a cada andar, como restaurante, karaokê, pista e rooftop. Se gosta de sertanejo, a dica é o Vila Country, com mais de 12 mil m2, decoração de Velho Oeste e um enorme palco, onde se apresentaram algumas das principais duplas do País. Já o público LGBTQIA+ prefere baladas como a Lions Nightclub, com seus vários ambientes, decoração em estilo vintage e varanda com vista da Catedral da Sé, e o Yatch Club, no Bixiga, que tem temática náutica, com direito a estátua de Iemanjá, aquário e funcionários vestidos como marinheiros. 

Realizadas em datas e locais que podem mudar a cada edição, as festas têm atraído milhares de visitantes à capital, a exemplo da Deck, onde o DJ Zé Pedro toca um pop de altíssima qualidade. Já a FunFarra, nascida no Rio, mistura rock, pop e indie nas pick ups dos DJs residentes Túlio Araújo, Pedro Neschling, Ricco e Beto Artista. Organizada pelo produtor Tutu Moraes, a Santo Forte faz parte da agenda dos fãs de música brasileira. 





 

5. Nossa Catedral tem um brunch divino  

Visitar a Catedral da Sé já é um passeio inesquecível. Uma das maiores igrejas do mundo, o templo em estilo neogótico, feito de granito maciço, tem 112 metros de comprimento, duas torres com 92 metro de altura, um órgão com 12 mil tubos e 800 toneladas de mármores usados no acabamento. Duas vezes por mês, porém, a igreja oferece outra razão, além da religiosa, para os visitantes passarem cerca de três horas ali.Trata-se do Brunch na Catedral, evento gastronômico beneficente em que 200 pessoas se deliciam com o menu assinado pela chef Gil Gondim, voluntária na causa e especialista em banqueteria. O generoso bufê inclui dez entradas, cinco pratos quentes e sete sobremesas, além de água, sucos, espumantes e vinhos chilenos da Santa Carolina, cedidos ao evento pela Casa Flora. Nesse dia, o pecado da gula passa batido: os convivas podem se servir à vontade, enquanto ouvem um violinista ao vivo.

Terminado o repasto, vem o tour guiado na Catedral, começando pelo próprio altar, com tudo bem explicadinho por uma simpática historiadora. O passeio inclui uma visita à cripta abaixo do altar e à imensa pia batismal, seguida de uma longa subida de quase 300 degraus até a cúpula da igreja. A empreitada tem duas pausas, uma para um breve cafezinho e outra na sala dos sinos. O esforço, no entanto, vale a pena quando se caminha entre as torres lá em cima e se tem uma vista panorâmica incrível do Centro de São Paulo. A experiência custa R$ 375 por pessoa e toda a arrecadação é revertida para a Associação Amigos da Catedral Metropolitana de São Paulo para a conservação e preservação desse patrimônio histórico da cidade, bem como obras sociais da igreja. 




Theatro Municipal

6. Passeie como um Paulistano  

Quer conhecer de perto os hábitos locais. Um final de semana típico dos paulistano começa com um reforçado café da manhã na padaria, carinhosamente apelidada pelos locais de padoca. São muitos estabelecimentos do tipo, entre eles clássicos como a Dona Deôla, que tem unidades espalhadas em diferentes regiões. Prove a clássica média com pão e manteiga na chapa, que, em São Paulo, ganha ainda uma versão deliciosamente peculiar: o saída requeijão, com uma generosa camada do queijo cremoso e casquinha crocante, feita na chapa. Imperdível! Faça um passeio no Minhocão, um dos pontos mais famosos da capital. Inaugurado em 25 de janeiro de 1971, o elevado Presidente João Goulart tem 3,4 km de extensão. Desde 2018, fica fechado para carros durante o final de semana. Com isso, a região transformou-se em um local de lazer. Caminhando até a extremidade localizada na região central, o visitante chega à Praça Roosevelt, reduto dos skatistas, dos teatros e local de várias manifestações culturais. Dê uma esticada até o Centro para percorrer a Galeria do Rock, que completa 60 anos em 2023. O centro comercial ficou famoso por reunir diversas tribos urbanas em suas mais de 400 lojas, que vendem itens para skatistas, roupas, acessórios, discos, além de ter estúdios de tatuagem e piercing. 













Não deixe de conhecer o Tabuleiro do Acarajé, próximo ao metrô Santa Cecília. Comandada pelas irmãs Miri e Fátima de Castro, a casa tem um clima quase praiano, num espaço amplo, com direito a arquibancada, banquinhos e cadeiras na calçada, onde clientes se deliciam com o quitute baiano. Os paulistanos têm “redescoberto” um passeio incrível: o Museu do Ipiranga, que ficou fechado por nove anos e foi reaberto nas comemorações do bicentenário da Independência. Além de ver obras de arte e documentos históricos no belo edifício construído no fim do século 19, você pode visitar os jardins ao redor e apreciar a vista a partir do mirante no último andar da torre central.





7. SP também é verde

Lugar de prédios e arranha-céus, mas também de uma enorme área verde, contabilizando 108 parques. Inaugurado em 1954, o Parque Ibirapuera é um dos lugares mais visitados pelos paulistanos e por turistas. Além do amplo espaço para atividades ao ar livre, o local reúne diversas obras, como o Monumento às Bandeiras, o icônico Obelisco e construções como o Auditório Ibirapuera, a Oca, a Bienal e o Museu de Arte Moderna. É ali que fica também o Museu de Arte Contemporânea (MAC USP), que ocupa um edifício projetado por Oscar Niemeyer em 1963. 













Localizado no alto de Pinheiros, o Parque Villa Lobos destaca-se pela ampla infraestrutura de lazer, com ciclovia, quadras poliesportivas, campos de futebol, playground e bosque com espécies da Mata Atlântica. A área de lazer oferece ainda aparelhos de ginástica e pista de cooper. Bem ao lado, o Parque Cândido Portinari abriga a Roda Rico, maior roda-gigante da América Latina, com 91 metros. O passeio dura cerca de meia hora e, das cabines, o visitante tem uma vista privilegiada da cidade (saiba mais na pág. 88). 

Inaugurado em novembro de 2021, o Parque Augusta tem uma área de 23 mil m² e  está em um ponto estratégico, em um quarteirão entre as ruas Augusta, Consolação, Caio Prado e Marquês de Paranaguá, algumas das vias mais movimentadas da capital. Nos finais de semana, moradores das redondezas estendem suas cangas para aproveitar o sol e colocar a leitura em dia. Já o Burle Marx, na zona Sul, ocupa área da antiga propriedade do empresário Baby Pignatari e seu destaque são os jardins projetados por Burle Marx, o conjunto de esculturas do painel de altos e baixos relevos e os espelhos d’água. 





LEIA TAMBÉM: Passeios em São Miguel do Gostoso





8. Os (ótimos!) bares secretos  

A cidade mais gastronômica do Brasil também é uma das principais capitais de bares no País, dos botecos mais simples aos mais sofisticados balcões dos mixologistas. Uma categoria, no entanto, tem crescido discretamente – como não poderia deixar de ser. São os speakeasies, bares “secretos” que só os iniciados ou quem tem reserva pode desfrutar. 

Um dos mais recentes é o The S., speakeasy instalado o icônico Edifício Itália, no Centro paulistano. Com capacidade para 80 pessoas, o bar fica no primeiro andar do prédio, com um ambiente elegante todo de madeira, com luz baixa e mesas espalhadas entre as colunas de sustentação. No terraço do lado de fora, você pode observar a cidade e ir até a famosa escultura de um cavalo que decora o prédio. A carta de drinques vai de negronis defumados a coquetéis autorais, como o Under My Skin, com bourbon, redução de mel e abacaxi, xarope de agave, limão-siciliano e angostura.













Em Pinheiros, o já famoso Guilhotina guarda um segredinho atrás das cortinas do fundo do salão. Ali está o Carrasco, um discreto espaço criado para enaltecer a arte da coquetelaria. A carta com 21 drinques foi criada pelo mixologista Spencer Amereno, com nove receitas inéditas. Prove o incrível Fuego, coquetel com rum escuro, Saint Germain, mel de agave, limão-siciliano, Aquafaba e spray de chartreuse flambado. Entre as comidinhas, há hommus com legumes assados, mel e de zaatar; patê de campagne com pão de fermentação natural e mostarda l’ancienne;  e atum ao missô com arroz negro.

Outro premiado barman, Márcio Silva (ex-Guilhotina), comanda um dos bares “escondidos” mais intrigantes da cidade, o Exit. Instalado em uma casa branca com porta vermelha nos Jardins, o bar recria a experiência dos speakeasies mais clássicos: só no momento da reserva, você recebe a senha de acesso. A carta inclui nove drinques autoriais, quase 20 clássicos, sem contar gim-tônicas, spritz e caipirinhas com destilados premium, servidos em um ambiente muito bonito. Cuidado com o entusiasmo na hora de registrar o momento: a casa sugere menor uso de celular. E, se fotografar, nada de flash.





Quer conhecer São Paulo? Reserve já suas passagens no site da Azul ou programe uma experiência completa na Azul Viagens.