2 dias na Ilha de Marajó

A duas horas de navegação de Belém do Pará, Soure, localizada na Ilha de Marajó (PA), permite um mergulho na gastronomia, na cultura e nas paisagens amazônicas*





por Giovanna Forcioni | fotos Fernanda Frazão





DIA 1

Vista aérea de um igarapé

09h30 Praia da Barra Velha – Apesar da infraestrutura modesta, é a opção certa para quem quer conhecer as praias de Marajó sem precisar se afastar muito do centro urbano. Para chegar até lá é preciso pegar um trecho de estrada de terra e caminhar por uma plataforma instalada em cima das raízes do mangue. Mas é preciso ficar atento e se programar com antecedência: em horários de subida da maré, fica mais difícil acessar a faixa de areia. 

12h Mercado Municipal – Um bom jeito de começar a explorar a cultura e os sabores marajoaras é passeando pelos corredores do Mercado Municipal. Recém-reformado, concentra dezenas de barracas que vendem desde frutas e peixes até ingredientes típicos da região. 

13h Restaurante Delícias da Nalva – Na hora do almoço, vale a pena voltar até a região central da cidade para provar as receitas do restaurante Delícias da Nalva. Especializado em culinária típica, serve opções como o filé marajoara, que, além da carne de búfalo – a mais comum na região – é acompanhado de queijo do Marajó, arroz, farofa com castanha-do-pará, batata e banana frita. Outro destaque é o pudim de cupuaçu com biscoito de castanha. 

15h Fazenda São Jerônimo – A visita dá uma pequena mostra das belezas e experiências que os turistas encontram ao pisar em terras marajoaras. Num circuito de mais ou menos duas horas, dá para caminhar pela mata, descer um igarapé, montar em búfalos, andar em uma praia deserta e atravessar uma passarela de madeira sobre o manguezal. Ao terminar o percurso, a família do Seu Brito, dono da fazenda, serve quitutes e sucos de frutas da região para repor as energias. 

20h Mega Burger – Aberta apenas de quarta-feira a domingo, a casa oferece um cardápio que tem desde opções de hambúrgueres feitos com carne de búfalo, até as mais exóticas, como o Muiraquitã, que leva camarão, jambu refogado no tucupi e queijo do Marajó. 





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DIA 2

Praia do Pesqueiro

9h30 Furo do Miguelão – O roteiro continua logo pela manhã, às margens do Rio Paracauari. É dali que saem as rabetas – pequenos barcos motorizados – até o Furo do Miguelão, um “caminho” aberto para encurtar a navegação pela região. Com a maré alta, as embarcações se embrenham na mata, se deslocam num curso d’água cercado por árvores amazônicas e param para que os turistas observem a fauna e tomem banho no rio. 

12h30 Fazenda Mironga – Antes de seguir viagem faça uma parada para provar o tradicional queijo de búfala do Marajó. Como a porteira fica aberta, basta entrar e escolher os produtos que quer levar. Tudo no esquema “pegue e pague” 

13h30 Praia do Pesqueiro – Localizada numa pacata vila de pescadores, é uma das mais concorridas da região. Nos fins de semana, as choupanas e as redes espalhadas na faixa de areia são ocupadas por turistas que aproveitam para petiscar e almoçar nas barracas e restaurantes instalados ali. 

16h Arte Mangue Marajó – A próxima parada é no ateliê onde o artista Ronaldo Guedes produz cerâmicas inspiradas em diferentes etnias indígenas que já habitaram a ilha. Além de comprar as peças, também é possível acompanhar de perto o trabalho dos artesãos, que explicam as técnicas e os instrumentos que usam em suas produções.

18h Restaurante e Sorveteria Celilda – Os carros-chefes são as opções à base de leite de búfala e frutas amazônicas, como bacuri, cupuaçu, taperebá e açaí.

*sempre cheque antes se os estabelecimentos e passeios estão abertos e prontos para recebe-lo