10 casas de ópera mais belas do mundo

Sedes de grandes orquestras e palco de importantes obras clássicas, algumas casas de óperas impressionam com sua arquitetura única. Confira as 10 casas de ópera mais belas do mundo, com projetos exuberantes e criativos

por Bruno Segadilha | fotos Shutterstock, Unsplash e Flickr





Metropolitan Opera House

Nova York // Estados Unidos

Em 1963 o arquiteto norte-americano Wallace Harrison, responsável pelo Rockefeller Center, recebeu a incumbência de criar a sede do Metropolitan Opera House Company. Harrison precisava atender tanto às exigências da companhia, que desejava um projeto mais tradicional, quanto às dos proprietários do Lincoln Center, que pediam um visual moderno. Alguns meses e 42 esboços depois, ele chegou a versão final, inaugurada em 1966. O resultado é um edifício que mistura elementos clássicos, como candelabros de cristal austríaco, com linhas curvas, típicas da arquitetura modernista. A sala de espetáculos conta com um palco de 30 metros de altura e é decorada com 32 lustres, formados por 49 mil peças de cristal. Sua plateia tem capacidade para 3.995 pessoas, o que faz desta a maior ópera do mundo.





Harbin Grand Theatre

Harbin // China

Criado pelo escritório de arquitetura chinês MAD Architects, o Harbin Grand Theatre ocupa uma área de 7.900 m² e tem duas salas de apresentação. A principal, para grandes espetáculos, pode abrigar cerca de 1.600 pessoas, enquanto a menor, destinada a shows mais intimistas, acomoda 400 espectadores. Suas formas sinuosas são uma homenagem à geografia acidentada de Harbin, conhecida como a Cidade de Gelo. A fachada curvilínea, composta de painéis de alumínio branco, funde-se com o ambiente durante o inverno gelado do Nordeste da China. Para completar esse visual, uma enorme estrutura de pirâmides de vidro parece escorrer do teto do edifício como se fosse neve e gelo.





Palais Garnier

Paris // França

Construído em estilo neobarroco, é o 13º teatro a hospedar a Ópera de Paris, companhia fundada em 1669 por Luís XIV. O prédio ocupa uma área total de 11 mil m² e tem capacidade para 1.979 pessoas. Do lado de fora, frisos de mármore multicoloridos, colunas e estátuas já mostram que luxo, ali, é a palavra de ordem. Em seu interior, as poltronas e paredes revestidas de veludo, as superfícies folhadas a ouro, além do enorme candelabro do salão principal, com mais de seis toneladas, confirmam a tradição francesa em projetar prédios monumentais.





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Teatro Colón

Buenos Aires // Argentina

A principal casa de óperas da Argentina é considerada um dos cinco teatros com melhor acústica do mundo. Cada detalhe deste prédio em estilo eclético, inaugurado em 1908, contribui para isso. O auditório do Colón, desenhado em formato de uma ferradura com 33 metros de diâmetro, isola e propaga o som de forma uniforme. Isso possibilita que os 3.500 espectadores ouçam os espetáculos da mesma maneira, seja em uma das 22 filas da plateia, seja em um dos sete andares de camarotes, balcões e galerias. Graças também a esse design, os artistas conseguem projetar suas vozes com mais facilidade do palco, que tem 15 metros de altura.





Teatro Alla Scala

Milão // Itália

Inaugurado em 1778, o Teatro alla Scala de Milão é, provavelmente, a mais famosa casa de ópera do mundo. Naquele palco, construíram-se carreiras de artistas como as sopranos Maria Callas e Renata Tebaldi e os tenores Luciano Pavarotti e Giuseppe di Stefano – até o compositor brasileiro Carlos Gomes estreou ali sua obra-prima, a ópera O Guarani. Foi também o primeiro do mundo a ter um espetáculo iluminado com luz elétrica, no século 19. Projetado pelo arquiteto Giuseppe Piermarini, o teatro tem formato côncavo, um grande palco e acústica perfeita, além de uma decoração majestosa, com poltronas de veludo vermelho e um imenso lustre com mais de 400 lâmpadas.





Vienna State Opera

Viena // Áustria

Uma das mais importantes do mundo, a Wiener Staatsoper tem uma história curiosa. Inaugurada em 1869, a obra de estilo neorrenascentista foi apelidada pelos vienenses de “baú afundado”. Isto porque a Ring Boulevard, uma das principais avenidas da cidade, havia sido reformada e ficou alguns centímetros acima do nível do prédio. As críticas deixaram os autores do projeto, o arquiteto August Sicard von Sicardsburg e o designer de interiores Eduard van der Nüll muito tristes. Ambos acabaram morrendo antes de ver a obra concluída. Hoje o edifício na capital austríaca impressiona com belos arcos da fachada, interior decorado com estátuas de mármore, suntuosos lustres de cristal e afrescos pintados por Moritz von Schwind.

Sydney Opera House

Sydney // Austrália

O ano era 1956 e o governo do estado australiano Nova Gales do Sul trabalhava para colocar Sydney, sua capital, na rota dos grandes destinos turísticos. Para tanto, investiu em atrações grandiosas, como a Opera House. Escolhido por concurso, o arquiteto dinamarquês Jørn Utzon chamou a atenção do júri com uma ideia ousada: um prédio cujos telhados lembravam grandes velas brancas que contrastavam com às águas azuis do mar. Para atingir essa estética, usou mais de um milhão de telhas cerâmicas. Depois de muitas polêmicas e da demissão de Utzon – que teria estourado o orçamento algumas vezes – o edifício foi inaugurado, em outubro de 1973, com capacidade para 2.800 pessoas. Em 2003, Jørn Utzon foi recompensado com o Prêmio Pritzker, cinco anos antes de sua morte. Em 2007, a ópera tornou-se Patrimônio Mundial da Unesco.





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Palau De Les Arts Reina Sofía

Valência // Espanha

A imagem ao lado lembra o Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro? Sua impressão está correta: o Palau de les Arts Reina Sofía é uma obra do arquiteto valenciano Santiango Calatrava, autor do projeto do museu carioca, bem como da Estação PATH, em Nova York e do Auditório Tenerife, na Espanha. O arrojado edifício, inaugurado em 2005, ocupa uma área de 40 mil m2 e tem 75 metros de altura, sendo a mais alta casa de ópera do mundo. Possui quatro auditórios – o principal tem capacidade para quase 1.500 pessoas e um projeto impressionante, com superfícies curvas e vigas orgânicas de concreto branco.





Bolshoi Theatre

Moscou // Rússia

Um dos mais belos teatros da Rússia é também a casa da mais conhecida companhia de balé do mundo. O Bolshoi – palavra russa que significa grande – foi inaugurado em 1776 com o nome de Teatro Petrovsky e já passou por três reconstruções: em 1805, após um grande incêndio; em 1812, quando foi destruído durante a invasão francesa; e em 1853, após outro incêndio. Hoje brilha no coração de Moscou, com sua fachada neoclássica adornada com um pórtico de oito colunas – a imagem ilustra a nota de 100 rublos. No interior, reina o décor imperial. A sala de concerto, com 2.500 lugares, foi renovada em 2011, com restauração das poltronas de veludo vermelho, dos entalhes de madeira e das pomposas cortinas prateadas.





Theatro Municipal de São Paulo

São Paulo // Brasil

Símbolo da belle époque paulistana, O Theatro Municipal foi inaugurado em setembro de 1911. Projeto do arquiteto brasileiro Ramos de Azevedo e dos italianos Cláudio Rossi e Domiziano Rossi, o teatro mistura elementos de diferentes estilos arquitetônicos. A fachada, com cinco arcos, colunas gregas, além de bustos de mármore branco distribuídos nas laterais, mostra a clara influência da Ópera da Paris. Do lado de dentro, os parapeitos dourados e a aplicação de massa de vidros coloridos remetem ao estilo art noveau. A sala de concertos conta com um órgão na lateral do palco, com 5.827 tubos, e com o enorme lustre central, com 7 mil cristais, 220 lâmpadas, que pesa 1,5 tonelada.